Israel x Irã: Como o conflito afeta as rotas comerciais globais

As tensões entre Irã e Israel, dois velhos inimigos, escalaram novamente. Na madrugada de 14 de abril, uma bateria de mísseis balísticos iranianos cruzou os céus israelenses, deixando um rastro de destruição em uma área industrial nos arredores de Tel Aviv.

Embora Israel tenha conseguido interceptar a maioria dos projéteis com seu sistema de defesa antimísseis, alguns danos foram relatados. Em retaliação, a força aérea israelense desferiu uma série de ataques aéreos contra alvos iranianos na Síria.

Essa espiral de violência, que ameaça aprofundar o conflito entre as duas nações, também reflete no mundo todo. Uma fonte de preocupação é o estreito de Ormuz, a rota marítima por onde passa grande parte do petróleo global, localizada entre o Irã e alguns de seus aliados regionais. Cresce o temor de que qualquer interrupção nessa passagem possa desencadear uma crise no fornecimento mundial de energia.

“Os grupos islâmicos terroristas Hamas e Hezbollah, embora distintos, têm Israel como inimigo comum e, no momento, ambos estão usando sua força militar contra o país”, explica a CEO da Nuno//Fracht, Denise Alves.

“Além de serem péssimos para a humanidade, esses conflitos afetam demasiadamente o comércio mundial, pois as regiões servem de ‘corredor’ para os fluxos aéreo e marítimo entre Ásia e Europa, impactando toda a cadeia global de suprimentos.” O resultado disso é o encarecimento dos fretes, seguro e combustível, além da escassez de produtos que dependem dessas regiões.

Denise explica que alguns portos e aeroportos do Oriente Médio funcionam como hubs para companhias aéreas e marítimas. Eventuais fechamentos forçariam o desvio para outros terminais asiáticos, estrangulando rotas que atendem até a América do Sul. A tendência seria o aumento no transit time e nos custos logísticos para importadores no Brasil.

O acirramento das hostilidades entre Teerã e Tel Aviv, portanto, não representa apenas uma ameaça à já instável região, mas, também, um risco para cadeias de suprimentos fundamentais para a recuperação econômica global no rastro da pandemia de Covid-19. Com a pacificação parecendo distante, importadores precisam acompanhar os desdobramentos geopolíticos e se programar com antecedência.

 

Sobre a estrutura Fracht no Brasil

Nuno, CTI e Fracht LOG são empresas especializadas no setor logístico, atendendo diversos segmentos da economia, com destaque para os setores químico, farmacêutico, de saúde e bem-estar, industrial, automotivo e de energia. Com profissionais experientes, elas facilitam processos de importação e exportação, permitindo que os clientes foquem em seus negócios.

As empresas fazem parte do prestigiado Grupo Fracht, que foi fundado na Suíça em 1955. Ele se destaca por sua ampla rede, contando com 147 escritórios distribuídos em mais de 50 países. No Brasil, o Grupo tem presença nos principais estados da Federação, garantindo uma cobertura logística compreensiva em todo o território nacional.